O pessoal do Museu de Arte e Entretenimento Digital recuperou e disponibilizou no GitHub o código fonte do Macross — não, não é este Macross! — um montador assembler para 6502 desenvolvido entre 1984 e 1987 pelo pessoal da LucasFilm Ltd e utilizado na criação de títulos Habitat (que rodava na QuickLink, aquilo que veio a virar a AOL), Maniac Mansion e Zak McKracken.
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O tal CAPS-LOCK do HOTBIT
A tecla CAPS-LOCK sempre foi um ponto de discórdia entre usuários brasileiros de MSX, não pela tecla em si mas pelo fato do HOTBIT, com seu jeito de brinquedo, ter um led que indicava seu estado enquanto que o Expert, com seu teclado destacado, não!
Talvez para enfatizar a existência do led o pessoal da Sharp EPCOM resolveu QUE O CAPS-LOCK DEVERIA SER TRAVADO APÓS O BOOT! Algo que eu, como usuário de HOTBIT, sempre detestei mas sempre relevei pois bastava apertar «CAPS» para resolver.
Mas como estou velho e (cada vez mais) preguiçoso e meu HOTBIT ainda não usa uma versão corrigida (ainda) eu resolvi “quebrar o galho” fazendo um programinha para colocar no “AUTOEXEC.BAT” — ou “REBOOT.BAT” no caso do MSX-DOS 2.
Tetris em assembler de 6502
No ano de 1992 o jovem holandês Wiebo de Wit, membro do Anti MSX Group(!), escreveu um simpático clone de Tetris para o C64, como ele mesmo disse… apesar dos problemas. Em 2015 ano ele resolveu escrever um novo jogo de Tetris em assembler de 6502 e do zero! Aproveitando somente os gráficos e os sons da primeira versão.
E como eu sou uma boa pessoa vou deixar aqui link para outras partes — 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 — publicadas até o momento.
Rapidinha do dia: Coisas doidas do Perl…
Perl é uma “linguagem de cola“, segundo seu criador, Larry Wall. É a única linguagem (das poucas que eu conheci) que você pode somar um texto com um número…E não dar erro! É uma linguagem onde é possível escrever código e poesia simultaneamente. E é uma linguagem onde é possível encontrar um assembler de Z80.
Repórter Retro Nº 006
Bem-vindos a mais uma edição do Repórter Retro.
Ficha técnica:
- Número do episódio: 6
- Participantes: Cesar, Giovanni, João, Juan e Ricardo.
- Duração aproximada: 78 minutos
- Músicas de fundo: ChipMusic Weekly – Episode 10
- Download em ZIP
URLs do podcast:
- TNMOC convoca as garotas a homenagear Lady Ada Lovelace
- Um Amiga 2000 controlando sem parar o sistema de ventilação de 19 escolas
- Construindo uma rede Thick Ethernet
- Galactic Dimensions, o pinball de Itu
- Um gamepad para o Apple II
- Uma versão FPGA do “Manchester Baby”
- Máquina de escrever (mecânica!) virando impressora
- DOOM para Raspberry Pi. Em Assembler.
- O segundo e o terceiro demos da Tecnowarp (placa aceleradora para Apple II)
- Duas perdas na cena Apple II
- Donkey Kong, edição #LoveWins
- Edição de imagens num MSX 2+/TR
- Sophie Wilson fala tudo sobre o ARM, e se você quer aprender o Assembler dele, divirta-se
- Mais um mês, mais um c*gão
- Game & Watch para quem precisa de Game & Watch
Não se esqueça de deixar seu comentário aí embaixo; afinal, seu comentário é o nosso salário. No entanto, caso você prefira, entre diretamente em contato conosco.
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Uma iniciativa legal para os anormais que gostam de Assembler
Nosso colega Rudolf “MSX SJC” Gutlich iniciou um blog dedicado a desenvolvimento de jogos em Assembly Z80 para o MSX. Começando do básico do básico (que é pra não ter desculpa que é muito difícil de aprender) o projeto de um jogo “de carrinho” bem simples.
Ler a Wikipédia num TRS-80 Model I, convenhamos, já e vandalismo.
Estamos falando de um micro lançado em 1977, cujo modo texto é 64×16 caracteres, preto-e-branco (sem escalas de cinza), que nem minúsculas tem, e com pseudográficos de 128×48… coisas… que só com muita caridade poderiam ser chamadas de pixels.
Pois Peter Cetinski resolveu desenvolver para ele um programa chamado TRSWiki, ligar uma interface de rede MISE e…
Continue lendo Ler a Wikipédia num TRS-80 Model I, convenhamos, já e vandalismo.
Programação assembly… “like a boss”
Estava fazendo uns testes de código em MSX-DOS e experimentando como chamar a BIOS a partir do ambiente e… opa! Melhor explicar uma coisa importante antes.
No MSX, quando estamos no BASIC a memória tem o seguinte leiaute:
0x0000 - 0x7FFF : BIOS e MSX-BASIC 0x8000 - 0xFFFF : RAM (32Kib)
Ou seja uns 32KiB de ROM estão lá ocupando 50% do espaço de endereçamento que o Z80 entende e chama de “mundo”.
Mas quando estamos no MSX-DOS a memória fica assim:
0x0000-0xFFFF : RAM (64Kib)
Mas como se faz para acessar a BIOS já que ela “desapareceu” da vista do Z80?
Fractal para quem precisa de fractal
À guisa de (falei bonito agora, hein?) continuação do post sobre cartões SMS em mainframes, Ken Shirriff ficou sabendo que havia um IBM 1401 funcional no Computer History Museum e lá foi-se ele pra brincar com a criança. Brincar do que? Ora, de fazer um programa para imprimir o Conjunto de Mandelbrot. Em que linguagem? Assembler em cartões perfurados, claro, porque linguagem de alto nível, monitor e teclado são para os fracos.
Mas calma que a história não acaba por aí…
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Programação em Assembler: Quem te viu, quem te vê.
Se você, assim como eu, programou em Assembler na era clássica, provavelmente já se sentiu assim:
Meu modelo mental de CPUs ficou parado nos anos 80: basicamente, caixas que fazem aritmética, lógica, manipulação de bits, e carregam e colocam coisas na memória. Tenho uma vaga consciência de vários progressos, como instruções vetoriais (SIMD) e a ideia das CPUs terem suporte a virtualização (mas não faço ideia do que isso significa na prática).
Que avanços legais eu perdi? O que as CPUs de hoje podem fazer que as do ano passado não podiam? Ou do retrasado, ou de 5, 10 anos atrás? O que mais me interessa são capacidades que o programador tem que aproveitar manualmente (ou que precisam de reprojeto dos ambientes de programação) para poderem ser utilizadas, e portanto podem não estar sendo utilizadas no momento. Acho que isso não inclui coisas como SMT/Hyper-threading, mas honestamente não tenho certeza. Também me interesso em coisas que as CPUs atuais não podem fazer, mas as do futuro próximo poderão.
Foi essa a pergunta que David Albert fez, e Dan Luu resolveu respondê-la. Leitura obrigatória para qualquer assembleiro que se preze. Leia aqui.