Arquivo da categoria: Mundo Retro

Tudo o que acontece no mundo retro, porque velho é o seu PC!

As lojas de aplicativos antes das lojas de aplicativos…

Tem gente que diz que, antes das lojas de aplicativos, como Google Play Store, Apple Store, Windows Store… Vieram os repositórios de programas das distribuições Linux. A distribuição Debian foi uma das primeiras a poder atualizar todo o seu sistema operacional via Internet.

Ah, então ela foi a loja de aplicativos antes da loja de aplicativos? E aí, nós, memória viva da computação (ou seja, um bando de velho) fala que não, não é. Antes dos repositórios, houveram lojas físicas com venda de software. Mas não houve nada lá muito automático não?

Sim, houve. E esse era o sistema Takeru.

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E o MicroAce volta à vida (bandida)

Sabe o MicroAce sobre o qual falamos ontem?

Pois então, o Augusto Baffa botou ele pra funcionar! Coisas que precisaram ser mexidas:

  • Limpeza do teclado;
  • Amplificação do sinal de vídeo;
  • Troca de cristal e de capacitor do clock;
  • Troca do Z80;
  • Troca de dois chips lógicos 74xx;
  • Regulador de voltagem.

Aí o bichinho funcionando, com direito a mensagem de erro alterada. (Num ZX80 seria “6/-2”)

Opa, peraí, não vai embora não, tem cena pós-créditos!

A. Baffa, o Caso. (Ou: Picaretation In Seattle)

Nossa história começa quando este humilde escriba tem um pensamento aleatório: “Poxa, faz um tempão que eu não abro o Hackaday. Vou ver se pintou alguma coisa retro por lá”. Começo a olhar o blog e logo acho, postado nos últimos dias, um camarada que recriou o ZX81 numa placa nova, com direito a construir um teclado de membrana do zero. Maneiro.

E ora vejam vocẽs: o camarada é brasileiro! Carioca! Nome: Augusto Baffa. E o micro recriado, como já era de se imaginar, não foi exatamente um ZX81, mas um dos clones pizzaiolos tupiniquins, o TK82C. Que foi o Micro Formador do molequim Augusto, lá pelos idos de 1990. (O micro já era obsoleto e foi cedido pelo pai como ferramenta de aprendizado. Pelo visto, deu certo.)

Papo vai, papo vem, eis que a gente marca de almoçar e o sr. Baffa é agora o feliz proprietário de um clone altamente mosca-branca de Sinclair: o MicroAce. Clone não de ZX81, mas do anterior, o pai de todos: o ZX80.

Os picaretas fabricantes do MicroAce tiveram uma ideia de “jênio”: inverteram duas das vias de dados que levam do microprocessador para o chip de ROM que tem o BASIC descaradamente copiado da Sinclair. Assim, teoricamente, as ROMs seriam diferentes e os advogados de Sir Clive não notariam. Funcionou tão bem quanto vocês devem estar imaginando.

Rapidamente a MicroAce botou o galho dentro, pagou uma soma não revelada de Reagans (ou Thatchers) à Sinclair, e passou a vender uma versão revisada sem a picaretagem e com a ROM licenciada. Mas esse exemplar aí da foto é “Issue 1”, com a picaretagem. O Augusto fez um dump da ROM, e eu fiz um programinha em C para desfazer a inversão de bits. Clicando neste link você pode baixar o fonte e a ROM picareta. (A original da Sinclair, pra comparar… você acha por aí. Não queremos a visita do personagem aí em cima.) Resultado: a ROM do MicroAce só difere da da Sinclair em UM mísero byte: eles resolveram formatar as mensagens de erro com o caractere “:” em vez de “/”.

O fato de que essa mudança de byte significa isso pode ser verificado olhando a listagem da ROM do ZX80 – rotina MAIN-5, label L04A8.

No momento em que escrevo, o Augusto está interrogando o meliante fuçando com o micro e em breve esperamos que o elemento confesse ele volte a funcionar em toda sua glória de falsiane ianque.

MicroAce, por cima MicroAce, por baixo

E antes que eu me esqueça, o TK82C redivivo não é a única coisa interessante que o Augusto botou no Hackaday.

Adendo: este post tem continuação.

Mais uma Conversa na Praça de Retrópolis se avizinha…

Conversa na Praça de Retrópolis.
Conversa na Praça de Retrópolis.

Pessoal, está chegando o grande dia, da gente procurar um banquinho de concreto, sentar, jogar damas ou dominó e conversarmos a respeito de quase tudo que quisermos, relacionado a retrocomputação.

Nossa Conversa na Praça de Retrópolis está de volta. No próximo sábado, dia 19, a partir das 9 horas da manhã (horário de Brasília), estaremos com câmeras e microfones abertos para… Conversarmos. Nossa meta é ficar online até o meio-dia, mas acho que teremos que sair antes, para preparar tudo para o grande evento da tarde. De qualquer forma, teremos a oportunidade de trocarmos uma ideia, algo que, como disse o Juan Castro, [foi] divertidíssima. Fez bem pra alma.

Então, já estamos adiantando o link para que você já salve o link e possa entrar na sala depois de amanhã, de manhã:

http://meet.jit.si/ConversaNaPraca

Nos vemos no dia 19, para uma Retrocomputaria bem bacana!

Mosca Branca do dia: WorkBoy

Inspirado ao ouvir, no último Repórter Retro, a menção ao estrambótico cartucho que faz o Game Boy navegar na Internet, nosso parça Emiliano Fraga nos enviou este vídeo de dezembro de 2020 que por algum motivo passou batido pela gente.

Liam Robertson, do canal DidYouKnowGames?, descobriu (e botou pra funcionar!) um acessório que transforma(ria) o Game Boy num PDA, quase um computador pessoal, e que deveria ser lançado no início de 1993 mas foi arquivado. No máximo 2 exemplares deste bicho ainda existem. Talvez este seja o único.

Ative as legendas e conheça mais um tesouro desenterrado da Retrocomputação:

Bate-papo com os desenvolvedores da Gold Disk #4

Amanhã, 12 de março de 2022, às 15h30 acontecerá uma live no canal do YouTube da Clube MSX sobre a disk magazine Gold Disk #4 e desenvolvimento de jogos para MSX com participação do Mario Cavalcanti (claro, né?) e também de Amaury Carvalho, Carlúcio Cordeiro, Giovanni Nunes e o PV; que falarão sobre linguagens, ferramentas, jogos produzidos para a Gold Disk, projetos futuros etc.

 

2 destas 7 recomendações são jogos clássicos.

É o suficiente pra merecer citação cá por estas plagas: matéria do TecMundo intitulada…
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Quinta do pitaco parte 3: Agora vai?


Então… O que eu acho disso tudo?

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Quinta do pitaco parte 2: As provas do crime.

Continuamos nossa série da quinta do pitaco, falando do que o Nishi colocou no twitter e no site dele a respeito dos seus projetos. Não iremos emitir julgamentos a respeito, ao menos não nessa parte. A ideia aqui é informar vocês de tudo o que está acontecendo, para depois opinar.

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Quinta do pitaco parte 1: Nishi ataca outra vez.

Antes que você se pergunte o que está acontecendo, é que o texto ficou tão grande que eu decidi dividir ele em três partes, a sair em dias seguidos, como uma novela diária. Entào, o assunto não acaba aqui, mas continua. E o assunto é… Esse japonês sessentão aí do lado. Kazuhiko Nishi, o “pai do MSX”, paixão e ódio de um monte de gente, e dono de um poço de ideias mirabolantes que fazem inveja a muita gente que comenta aqui no nosso site.

Enquanto todo mundo está assustado com a Microsoft comprando a Activision por US$ 68,7 bilhões, a comunidade MSXzeira está em polvorosa com as manifestações recentes desse homem.

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