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Quinta do pitaco: E o MSX3 do Nishi? Novidades? Sim, muitas.

Você deve lembrar dos três posts que eu fiz, naquela nossa seção não muito frequente, chamada Quinta do Pitaco. Nem sempre foi quinta, nem sempre foi pitaqueira… Mas acabou ficando.

E a última série de posts nessa seção (esse, esse e esse aqui), Kazuhiko Nishi, esse japonês sessentão que vocês veem aí do lado, falou do seu projeto sobre o… MSX3. Acho que o Nishi dispensa apresentações, mas se você não o conhece, volte no início desse parágrafo, clique no primeiro link e leia a biografia do Nishi que eu coloquei lá.

Mas todo MSXzeiro sabe que o MSX3 é um ser mítico e inexistente, como o Papai Noel, o Coelhinho da Páscoa e o sistema operacional 100% seguro… Até agora.

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Quinta do pitaco parte 3: Agora vai?


Então… O que eu acho disso tudo?

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Quinta do pitaco parte 2: As provas do crime.

Continuamos nossa série da quinta do pitaco, falando do que o Nishi colocou no twitter e no site dele a respeito dos seus projetos. Não iremos emitir julgamentos a respeito, ao menos não nessa parte. A ideia aqui é informar vocês de tudo o que está acontecendo, para depois opinar.

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Quinta do pitaco parte 1: Nishi ataca outra vez.

Antes que você se pergunte o que está acontecendo, é que o texto ficou tão grande que eu decidi dividir ele em três partes, a sair em dias seguidos, como uma novela diária. Entào, o assunto não acaba aqui, mas continua. E o assunto é… Esse japonês sessentão aí do lado. Kazuhiko Nishi, o “pai do MSX”, paixão e ódio de um monte de gente, e dono de um poço de ideias mirabolantes que fazem inveja a muita gente que comenta aqui no nosso site.

Enquanto todo mundo está assustado com a Microsoft comprando a Activision por US$ 68,7 bilhões, a comunidade MSXzeira está em polvorosa com as manifestações recentes desse homem.

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Quinta do pitaco – A gourmetização dos nossos sonhos de consumo, e como lidar com isso.

Um dia desses, minha esposa (que tem Facebook) vê uma postagem, feita pelo Leo Pinto na nossa comunidade, e me pede para falar algo. A postagem é essa:

Os preços em retrocomputação andam proibitivos. Nós que gostamos e divulgamos coisas interessantes sobre o tema deveríamos nos ajudar, não nos canibalizar. Daqui a pouco, todos os itens interessantes vão estar nas mãos de gente rica e nunca mais teremos notícias ou acesso a eles. A cobiça é triste.

Ela me pede para escrever algo, que ela enviaria. Como vocês sabem, eu não tenho Facebook e não pretendo ter. Mas eu decidi fazer uma postagem aqui no site, para comentar a respeito, e permitir que outros também possam ler e interagir. Se preparem que ficou grande.

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Há o Início e há o Fim. Vamos falar do Início.

Muitas e muitas vezes no podcast e no blog falamos do nosso ponto de corte. É o momento no tempo em que terminou a Computação Clássica e começou a Computação Moderna. É consenso que isso aconteceu no meio dos anos 90, quando as últimas plataformas que davam “biodiversidade” ao cenário da Computação saíram de cena. Por vezes citamos 29 de abril de 1994, dia da falência da Commodore. Mas acho que uma data melhor — mencionamos isso inclusive no último Repórter Retro — é 24 de agosto de 1995, data de lançamento do Windows 95. Por três motivos:

  1. Marca o início da era seguinte com a predominância do padrão PC (velho)
  2. É um número redondo (a importância dessa redondeza explicarei já já)
  3. Agosto é uma época apropriada para marcar o fim de uma coisa boa. 😢

Mas, como disse no título, este post não é sobre fins e sim sobre inícios. Quando a era da computação clássica começou?

Lançamento da Santíssima Trindade? Nãããão, bem antes. Altair 8800? Nananinanão. Antes. O primeiro microprocessador, de 1969? Ótimo chute, mas… não.

Exatamente 55 anos atrás, no dia 14 de outubro de 1965, foi lançada  no mercado dos EUA uma máquina vendida como calculadora de mesa, que podia armazenar e executar sequências de instruções e cálculos. Matéria do dia seguinte no jornal novaiorquino Daily News Record:

OLIVETTI LANÇA NOVAS DIMENSÕES EM COMPUTADORES

NOVA IORQUE — Um computador compacto e de preço econômico, que deverá inaugurar a era do processamento de dados para pequenos e médios negócios, foi lançado nesta quinta-feira.

O novo computador, chamado Programma 100 [sic], foi apresentado pela Olivetti Underwood Corp., marcando a entrada da empresa no mercado de processamento eletrônico de dados. Ele é descrito como preenchendo a lacuna entre grandes computadores convencionais e calculadoras de mesa.

“Lançado ao público”, diga-se, qualquer pessoa que pagasse o preço pedido podia comprar e levar pra casa, ou seja, “pessoal”. “Armazenar e executar sequências de instruções” significa que, por definição, o Olivetti Programma 101 era sim um computador. Portanto, um computador pessoal. O primeiro de todos.

Aqueles que nos acompanham há algum tempo lembrarão que ele já foi mencionado no Repórter Retro quando fez 50 anos.

Percebam que a Era Clássica da Computação durou quase exatos e redondos 30 anos. 1980, um ano cabalístico (VIC-20, Ian Curtis, greves no ABC, TRS-Color, Misha, Bonham, Reagan, Lennon etc…), foi exatamente o ponto médio.

E se você que nos lê nasceu depois de 14 de outubro de 1965, nem que seja só por alguns dias, saiba que — ao contrário deste humilde escriba — você já nasceu na Modernidade. Ninguém pode dizer que você é uma pessoa velha. Agora me dá licença que eu vou jogar damas na praça e ficar reclamando de como as coisas eram diferentes nos bons e velhos tempos. Harrumpf. Cadê minha bengala?

Quinta do Pitaco: A Perversa Ilusão do Dinheiro Fácil

Achou que era só eBay e Mercado Livre e SMJ que tinha vendedor que fumou crack estragado?


Amazon também tem. Sim, isso é em trumps. Mais de três mil e quinhentos Brasilianischesreichsmarks pelo raio de um livro sobre microprocessadores!

Consigo até imaginar o processo de pensamento que ocorreu nessa pobre alma: mal de dinheiro, desempregado nos EUA de Trump, sem acesso a tratamento de saúde… aí alguém olha para um objeto na casa (alugada, prestes a ser despejado) da pessoa e diz: CARA DUDE, isso é uma RARIDADE!!111ONZE1!!

Aí a pessoa se agarra a qualquer palha boiando como se fosse um bote salva-vidas. Posso ter adivinhado errado? Sim, claro. Mas se (se) não ocorreu neste caso em particular, ocorre em muitos outros. Convençam-me do contrário.

Opinião: Há mercado para os “novos MSX”?

Outro dia eu estava contabilizando os “novos MSX” que surgiram nos últimos anos, e obtive a seguinte lista:

  1. MSX On A Chip. A saboneteira mais cara do mundo, foram feitas 5000 unidades. O pai de (quase) todos. Lançado no final de 2006.
  2. Zemmix Neo (Coreia do Sul). O primeiro clone do OCM, feito com gabinete em metal, exclusivo para o mercado coreano. Placa em formato de asa delta.
  3. Zemmix Neo (Brasil). O Zemmix Neo feito no Brasil, por Luis Luca, Fábio Belavenuto e Luciano Sturaro. Vendeu mais de 150 unidades.
  4. Zemmix Neo (Europa). A principal diferença estética dos outros Zemmix Neo é que os cantos são cortados. Só isso. No resto, são idênticos. Feito pela 8bits4ever.
  5. Zemmix Neo (Espanha). Esse eu não sabia, descobri agora. Só tem referência num fórum, mas parece idêntico ao anterior.
  6. Mini IQ-3000 (Coreia do Sul). Um tudo-em-um com gabinete em metal também. Também clone do OCM. Somente para o mercado coreano (infelizmente).
  7. SX-1 (Europa). O projeto da 8bits4ever é uma placa de MSX no formato mini-ITX. Está à venda. E também é baseado no OCM.
  8. MSX-SM (Brasil). O projeto do Victor Trucco, trocando o FPGA e incrementando o dito cujo. Também é clone do OCM. O SM quer dizer Sem Miséria.
  9. Multicore 1 e 2 (Brasil). As placas FPGA “mutantes” do Victor Trucco executam cores de diversos micros clássicos, inclusive de MSX.
  10. MiST, MiSTICA e variantes (Europa). Essas placas FPGA “mutantes” estão disponíveis inclusive na Retroshop portuguesa, mas se te interessar, eles tem representantes no Brasil. Mesma ideia que as placas do Trucco.
  11. MSX VR (Espanha, ou seja, Europa). O projeto dos espanhóis que o Nishi autorizou o uso do logo, e eu já expressei minha opinião aqui.
  12. O Zemmix Lite, que comentei ontem e que não vou explicar novamente como funciona, vai lá e leia, é mais fácil.
  13. EMSX (Espanha). Coisa do Leonardo Padial, espanhol.
  14. GR8Bit (Rússia). Esse está à venda. É BEM caro e é vendido na forma de kit. Compre, monte e se divirta – ou não. Temos um ouvinte que comprou e ainda não montou, mas desde já ele tem meus parabéns por ter tido a loucura coragem de ter comprado. Do mesmo criador da GR8Net.
  15. Orbit (Holanda). Projeto do pessoal do WORP3, que bolou a MIDI-PAC. Sim, vai ter MIDI.

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Quinta do Pitaco: Querendo programar em C para MSX mas não sabe por onde começar?

Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto a você

Ops, é mais ou menos isso… Digamos que você cansou de ouvir bla-bla-bla sobre um monte de coisas nas comunidades retro, e resolveu fazer algo. Digamos que você viu o povo portar o Prince of Persia até pro Beeb, aí olha pro lado e vê gente na comunidade MSXzeira falando de carregar programas de fita cassete (em 2018!) e de viagens na maionese estelar, sobre o que os outros poderiam fazer para eles. Mais especificamente, você resolveu programar em C, e para MSX. E não sabe como começar. Bem…

De cara te recomendo a visita a essa wiki aqui. A HI-TECH C Compiler for CP/M fan WIKI tem bastante material para programação em C, usando o compilador HI-TECH C para CP/M. A empresa responsável por ele inclusive abriu o código-fonte outro dia, e está… Aonde? Adivinhe? Sim, no Github. Mas se você não quiser o código-fonte, pode dar um pulo no z80.eu pegar o compilador e o manual. Além, tem o script SpliceMSX, que faz o serviço sujo procê e instala o HI-TECH C Compiler for CP/M e configura tudo no seu Windows. Aí é sentar e usar.

Mas… Voltando à wiki, eu já te indico uma biblioteca apenas que faz valer a pena a olhada, a ESGFXLIB V9990. Sim, uma biblioteca (em desenvolvimento) para fazer uso do chip V9990. Assim dá para escrever código em C que use a GFX9000/Powergraph/Powergraph Light, que tal?

E se você quiser um exemplo, uma das mentes em baixa resolução que cometem esse podcast fez esse post no blog dele, falando sobre o port do aclock para o MSX, usando C. Enquanto ele não escreve algo aqui a respeito… Vão lá e dêem um pouco de pageviews para ele!

Falando nisso, alguém tem interesse em fazer uma iniciativa semelhante com Pascal? Se sim, largue um alô aí nos comentários. Estou com ideias… Voltarei a falar delas numa próxima quinta.

Quinta do pitaco: As viagens na maionese – parte final

Chegamos ao final dessa nossa conversa, falando de problemas que ocorrem no desenvolvimento, como o excesso de pitacos dados. Antes de propor caminhos para possíveis soluções, vamos contar um que nós sofremos.

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