Retrobright – a saga – parte 2 de 4 (Preparação)

Continuando a saga, dessa vez deixei de lado alguns medos:

  1. O primeiro foi de desmontar todo o micro. Na primeira vez, eu só fiz retrobright na tampa superior do micro, e lavei as teclas. O micro ficou bicolor, claro em cima e escuro embaixo. Dessa vez, tomei coragem e desmontei todo o micro, mesmo cheio de gambiarras características únicas: Esse SVI-738 foi transformado em MSX 2, o drive lê discos DD (720 Kb, embora eu nunca tenha usado o drive dele), tem um botão de reset e uma saída RGB (tenho os cabos mas nunca usei). O teclado, em compensação, continua duro. Mas fiquei com medo de romper um dos vários wire-ups que ele tem. Felizmente, nenhum se rompeu.
  2. O segundo foi o medo de empenar o gabinete. Sério, na outra vez foram só 15 minutos de sol, no mais puro medo. Dessa vez resolvi deixar mais tempo no sol, mesmo ficando de olho nele, pra garantir que ele iria clarear mesmo.
  3. O terceiro foi o medo de perder algum parafuso, ou mola, ou presilha. Fiz todo o processo devagar e com calma. Usei vários potes para separar os parafusos, presilhas e a mola da barra de espaços. E essa garotada leite com pera não sabe o que é desmontar um micro desses, usa 4 parafusos pra fechar um gabinete mini-ATX… Eu contei 34 parafusos nesse micro. Sim, trinta e quatro. Se bem que eu acho que a minha contagem ficou aquém do número real, desconfio que na verdade eram mais…

Bem, eu decidi desmontá-lo todo, lavar a carcaça, secar, aplicar o retrobright, lavar, secar e remontar. Decidi também tirar todas as teclas do teclado (e esse foi um dos meus dois erros cometidos em todo o processo) para lavá-las, secar, aplicar o retrobright, lavar, secar e remontar.

Os ingredientes

Há várias receitas de retrobright disponíveis. A lista de material adquirido foi:

  • Uma caixa de papelão grande (na verdade ganhei a caixa).
  • Rolo de papel alumínio.
  • Rolo de papel filme, daqueles que se usa para embalar alimentos para por na geladeira.
  • Alguns frascos de água oxigenada cremosa, do tipo 30 ou 40 volumes.
  • Um frasco de glicerina.
  • Uma colher de chá de produto de limpeza para branquear roupas (no caso, usei Vanish).
  • Um pincel – se bem que esse eu já tinha.

O que não adquiri:

  • Uma lâmpada UV.
  • Um gerador de ozônio com mangueira.
  • Um conjunto de sacos ziploc grandes.

O processo para o gabinete

Resumidamente:

  • Desmontei o micro, e lavei o gabinete com água e sabão de coco (que tem pH neutro).
  • Enquanto ele secava, misturei numa vasilha (pode ser um pote velho de margarina) a água oxigenada, um pouco de glicerina e um pouco do branqueador.
  • Apliquei na peça com o pincel e depois a envolvi com papel filme. Deixei no sol “tostando”, dentro da caixa de papelão forrada com papel alumínio, e de vez em quando virava a peça, para clarear os lados também.
  • No final, tirei o papel filme, lavei e deixei secando à sombra.
Lavagem do gabinete, e agora está secando na sombra.
Mais tempo da peça no sol… Ou quase isso.

Aqui temos algumas fotos do processo. E continuamos na próxima parte da saga.

Aplicando a água oxigenada, com pincel e papel filme.

Sobre Ricardo Pinheiro

Ricardo Jurczyk Pinheiro é uma das mentes em baixa resolução que compõem o Governo de Retrópolis. Editor do podcast, rabiscador não profissional e usuário apaixonado, fiel e monogâmico do mais mágico dos microcomputadores, o Eme Esse Xis.